quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vergonha dos Políticos Brasileiros




Vimos, nessa semana, outra página da "Vergonha Nacional", protagonizada pelos expoentes da nossa política, metidos em uma das maiores sujeiras descobertas, na vida pública, jogada na privada, o famigerado "Mensalão".
Os mensaleiros, aqueles políticos brasileiros, envolvidos com propina, extorsão, peculato e formação de quadrilha, dentre outros crimes contra o erário público, descobertos em 2005. A cobrança pública absurda do preço da "mais valia", superfaturada muitas vezes, por pessoas que deveriam trabalhar para o povo, roubando o povo, na calada da noite e descaradamente, à luz do dia, também...
Mas para satisfação do povo, 12 dos 25 principais mensaleiros foram julgados e condenados. Todos receberam penas de tempo maior ou menor de reclusão.  TODOS eles iriam passar um tempinho razoável, atrás das grades. Isso não reporia tudo que eles nos tiraram, não, mas era um alento, seria a primeira vez que se veria boa surpresa, em forma de justiça para o povo.
Mas ainda não foi dessa vez!
O famigerado DIREITO e suas lacunas... Com advogados espertinhos e seus clientes ricos, pervertendo mais uma vez a ordem das coisas... Nova leitura e novas possibilidades para todos os processos, pois os coitadinhos dos "mensaleiros"acharam por bem ter uma segunda opinião, um segundo julgamento, pois esse de oito anos, não lhes foi suficiente. Eles precisavam de mais tempo, de uma instância superior, "mais superior" (superlativo)... Instância mais que superior para seres que se acham acima do bem e do mal.
Dessa forma, encontram-se a corja dos mercenários mensaleiros e estupefatos, vimos outra "galera", aquela, que até então, tínhamos na mais alta conta, no cenário nacional, a do STF. 
Digníssimos juízes, com seus postos e suas poses de reis e rainhas. Foi mais uma decepção, que tivemos o desprazer de assistir. 
Esse tal Mensalão, que foi lido, ouvido, discutido à exaustão, tanto pelos jornais, quanto pela televisão, pelas emissoras de rádio, nas ruas, nos ônibus, taxis e por todo tipo de profissional, inclusive e principalmente por advogados, naturalmente... Mas parece que aos envolvidos, nem o tempo, nem as trocentas páginas de processo foram suficientes.Dentro do princípio de defesa, réus e seus advogados pediram embargos infringentes, sob a alegação de acórdão não unânime, requerendo novas avaliações e novo julgamento... Como se o tempo de oito (oito) anos tivesse sido muito pouco para que eles se explicassem e fossem mais bem interpretados. Não aceitaram a sentença que lhes foi dada. Apelaram para uma nova sentença!
E como na vida, na privada... E até os juízes se dividiram na hora de votar se esses embargos eram ou não, procedentes. Pelo sim e pelo não, deu empate. Parecia "jogo de comadre", um combinado de 5 X 5. 
Até o tão falante Joaquim Barbosa, mal falou, mas votou contra os "embargos". Também votaram contra os embargos os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A favor dos embargos votaram os ministros  Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber e Dias Toffoli. 
Celso de Mello, o decano da Corte, foi incumbido de dar "o voto de minerva", para desempatar o placar. E desempatou. E não foi a favor do povo, não! Votou pela impunidade, pelo continuísmo de um sistema corruptível e podre. Com placar de 6 X 5, favorável aos mensaleiros, os"Embargos Infringentes" foram aceitos e mais uma vez infringiram-se as leis do país. Por mais alguns anos... Até surgirem novas lacunas. Os advogados estão aí, assim como as leis, prontas para serem remanejadas, a cada nova apelação e situação, interesse e investimento financeiro do cliente.
E a dor e a revolta dessa gente crédula, que achou que finalmente haveria JUSTIÇA para ricos e poderosos, vergonhosamente, ganha novo capítulo.
E nesse placar, somente o povo perde, não de 6X5, mas de 10 X0.
Mensalão... Diarião... Minutão e segundão... cobrados, tirados, roubados dos cofres, das bolsas e bolsos públicos...
Enquanto os doutores da lei, repletos de glamour e "boas falas", elegância e muita "marra", têm a ousadia de continuar a trair o povo, "amparados" pelo requinte das leis servidas em bandejas, talheres de prata, louças finas, muita sofisticação e sopa de letrinhas... Com um pagodão rolando solto ao fundo.















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