Rosângela Castanheira - Sóis e Girassóis
Em "Sóis e Girassóis"... além de coisas do cotidiano, trago, para dividir com todos aqueles que possam se interessar pelos meus trabalhos literários e/ou artísticos: poesias, crônicas, frases e pensamentos, matérias de jornais e revistas e fotografias sobre as peças de teatro, danças e ballet teatro, dos quais participei ou participo, como atriz e/ou bailarina, atuando, dirigindo, coreografando ou ensinando. Meu ofício e meus afazeres... Meus Sóis e os meus Girassóis!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Rosângela Castanheira - Sóis e Girassóis: Direito à Vida
Rosângela Castanheira - Sóis e Girassóis: Direito à Vida: Sou contra o aborto, mesmo que a mãe corra risco de vida ou mesmo que o feto seja acéfalo. Sou contra o aborto, mesmo que a gravidez venh...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Direito à Vida
Sou contra o aborto, mesmo que a mãe corra risco de vida ou mesmo que o feto seja acéfalo. Sou contra o aborto, mesmo que a gravidez venha de um estupro. , mesmo que o "feto" venha de um crime nojento e hediondo. De todo jeito, o serzinho não tem culpa de nada, para ser condenado à morte. Crime por crime... No caso do estupro, o estuprador é reconhecidamente mau, cruel, doente e criminoso, mas se o ser que se acha bom e decente, se mata um inocente, vira, igualmente, criminoso, assassino.
No meu entendimento cristão, a vida e a morte pertencem, unicamente a Deus, a mais ninguém, tanto que se alguém faz inúmeros tratamentos, pode ou não, vingar a gravidez, independente de juízo de valores, de bondade ou maldade... Acho que o dom da vida é presente, bênção, não castigo, mesmo que à primeira vista, assim pareça. Sou 100% a favor da vida, da possibilidade de vida... Se daquela violência cruel vier uma bênção, aquela dor terrível e nojenta, não vai doer menos? Haverá, em meu entendimento cristão, claro, uma atenuante, no que tange ao sofrimento da alma. Se Deus é onipotente e onipresente e se "não cai uma folha de uma árvore, sem que Ele saiba"... Por quê não acreditar no propósito bom de um novo ser, que ninguém tem a menor ideia do que virá a ser, nem de bom, nem de ruim... Mas que tem o legítimo e inalienável direito à vida...
Sou cristã, preciso acreditar que se Deus deu a vida, somente e unicamente a Ele, cabe retirá-la, na hora certa.
Defendo e luto pela vida e sobrevivência direito das árvores e sobrevivência delas, também economizo e cuido das águas, para que elas tenham vida e longevidade... Cuido, defendo e protejo os animaizinhos, porque a vida é um direito inalienável a todo ser vivente, logo, quem valoriza a vida, precisa defendê-la em todas as formas que ela venha! Não faz nenhum sentido que seres que se dizem evoluídos, e que em sua essência defendam a natureza e os animais, sejam a favor da morte de humanos inocentes, que não podem se defender... E mais: poderia ser eu ou você ou os nossos filhos ou sobrinhos... Criminoso, santo ou herói... Com saber? Se ele nascer, estará sujeito às leis de Deus e dos homens e optará por que caminho tomar, dentro do Livre Arbítrio, como todos nós, adultos viventes! Imagina?!... Porém, se ao contrário, esse ser nem tiver a chance de nascer e escolher como viver?... E se pior, se esse ser morrer, estupidamente, sem ter tido a menor chance de se defender...?...?...? Se não se pode tirar a vida de um ser adulto, mesmo que ele seja um bandido... Se não se pode matar uma árvore ou um animalzinho abandonado, que muitos pensam nem ter alma... Como se pode matar um "feto", um ser humano tão pequeno e inocente, em formação, que não pode se defender?...?...?
Isso poderia ser enquadrado como matricídio ou assassinato de incapaz!
sábado, 12 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Dona Rosa
Passando pela estrada...
Vi atravessar toda prosa
A linda Dona Rosa...
Passeava sem noção e bela...
Em meio a rodovia
Sem pensar nos perigos...
Que na estrada havia...
Paramos o carro...
Ela olhou, se sacudiu como se tivesse barro...
Oferecemos-lhe pedacinho de sanduiche...
E o devorou com olhos de Marlene Dietrich
E sem nenhuma cerimônia
Deitou-se, sem pudor,
Ofereceu-nos sua linda barriguinha em flor...
Pra receber carinho e amor...
Conversamos com ela...
A Dona Rosa, mais bela...
Perguntamos-lhe seu telefone e endereço...
Ela não tinha... Nem ao menos um adereço...
Perdida na rua...
Uma pureza crua
Apesar de sua linda pelagem
Parecia sem nenhuma hospedagem
Com seu jeitinho de linguiça
Atiçava a cobiça
De quem na estrada passava
Era dócil, não era brava
Colocamos Dona Rosa lá em cima...
Mas como era uma lady, ameaçou de lá pular...
Retiramos a formosa da caçamba
E a colocamos dentro do carro, então...
Ela aceitou e veio feliz pra caramba...
E agradecida, nos beijou as mãos...
Uma rainha acariciando seus súditos...
Ninguém diria que nos conheceu de súbito...
E sem "botar pilha",
Já parecia pertencer à nossa família
Chegamos em casa com ela...
Foi uma alegria completa...
Beleza rara e seleta...
Se espalhava no ar, na casa e no quintal...
Pintura nobre, doce e temperada
Havia um reconhecimento de área...
Nossa querida bem-amada
Se colocou no tapete da sala de estar
Como se encontrasse um antigo lar
Não estava mais sozinha...
Nos olhava com o olhar que só ela tinha
Agora sua carinha cara, via nosso rosto...
Cara a cara, com muito gosto...
Ficamos encantados...
Logo de cara...
Começamos a pensar então...
Como viveria alguém
Que perdesse esse serzinho tão do bem?
E com dor no coração
Deixamos Dona Rosa em seu trono
E resolvemos procurar seu "dono"
Saímos do agora
E pela estrada a fora
De coração apertado
Fomos fazer o que era "certo"
Apesar de doído e chato
Um amor de raiz, inato
Aquela estrada parecia um deserto
E o primeiro lugar
(Perto de onde a encontramos)
Era mesmo o seu lar
Um sítio meio abandonado
Seu dono, um peão meio largado
Mas que com lágrimas nos olhos
Nos agradecia, emocionado
Tão generoso ato
Consternados, lhe demos nosso endereço
Ele foi de imediato
Quase que pelo avesso
Buscar a nossa joia rara,
Que nem esquentou lugar...
Chegou, de pronto
E correu para ela...
Ela também o abraçou e lambeu, que bela!
Foi embora com ele, de carro
Quanta beleza, que raro
Levou-a o felizardo do seu tutor
Uma vida repleta de amor
Nosso coração partiu, novamente
Entregávamos nossa pequena
Com a dor de quem perde um ente...
Assim, partiu dona Rosa
E levou a vida cor de rosa
Deixou um vazio em nosso peito
Mas sua vidinha, na nossa
Nos marcou, com efeito
Hoje ela é sonho e lembrança
Somos mais felizes
Por conhecer aquela fofura mansa
Como tatuagem no peito
Desenhou seu nome
(Com efeito)
Em nosso coração
Que para sempre marcou
Em nossos olhos
Seu olhar, ficou.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sal da Terra
E Ele disse:
"Sois o sal da terra
E a luz do mundo"...
(Muito profundo!)
Não se pode perder
O sabor...
Nem a beleza da flor...
O verde das árvores,
A pureza...
Cristalina das águas
Pra manter a vida acesa
(Muito profundo!)
Não se pode perder
O sabor...
Nem a beleza da flor...
O verde das árvores,
A pureza...
Cristalina das águas
Pra manter a vida acesa
Do sangue na terra
Da terra na lida
Da lida na mão
Da mão na vida
Fazer acontecer...
Brotar fruto
Em cada ser
Suave e bruto
Estender mesa
Nutrir o corpo
Luz acesa
O gosto da terra
No beijo da terra
O afeto...
O afago...
O afeto...
O afago...
Na saliva viva...
Água na boca
Do rio
(Da vida)
Chuva...
Límpida e turva
(Gotas)
Nutrindo a face
Da terra
Água na boca
Do rio
(Da vida)
Chuva...
Límpida e turva
(Gotas)
Nutrindo a face
Da terra
No palato da vida
Em toda a esfera
Cada fração vivida
Com gosto
A existência
No sabor e no desgosto
A consistência
Do tempero
O Sal da terra
Com esmero
Na paz e na guerra
Com gosto
A existência
No sabor e no desgosto
A consistência
Do tempero
O Sal da terra
Com esmero
Na paz e na guerra
Está na origem
A essência
Desse lindo solo
Sempre virgem
A essência
Desse lindo solo
Sempre virgem
Nascimento, vida e morte
Cotidiano
Do sul ao norte
Meridiano
Hemisfério
Desse chão
Todo mistério
Meridiano
Hemisfério
Desse chão
Todo mistério
Extrair o sabor
Do condimento único
Sal da terra
Do leal ao púnico
Do máximo, o melhor
Desde os primórdios
Da lágrima e do suor
Sal da terra
Do leal ao púnico
Do máximo, o melhor
Desde os primórdios
Da lágrima e do suor
Trabalho de sol a sol
Com companhia ou só
Extrair o sumo
Da terra, o sal
Do banquete, o resumo
Do banquete, o resumo
De cada pegada e digital
Marca inconfundível do ser
Ser ou não
O suor do pão
Conquistar a alforria
Ainda que tardia
Dar significado
Sem o metal vil
Sem o metal vil
A todo o legado
Que Deus imprimiu.
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