Mensalão... "diarião"... "horarião"... "minutão"... Segundão... Quanto vale o tempo de um político, no Brasil? Não sei exatamente a resposta, não, mas acredito bem que vale quanto pesa... De alguns mais, de outros menos, mas o peso é muito alto e TODOS eles pesam muito, muito mesmo!
E seu sobrepeso aliado ao seu tempo de trabalho?... TRABALHO? Pois é! Eles ganham por minuto e seu tempo é tão valorizado (?!), que dois dias na semana, bastam-lhes para se justificarem diante de todo o seu eleitorado (clientela), isso, sem o menor constrangimento ou o mínimo de decência ou vergonha na cara... Aliás, como diz uma das pessoas mais sábias que conheço na vida, a minha mãe, "vergonha é pra quem tem", e é mesmo.
Vemos, no Brasil, o tempo todo, obras faraônicas, inacabadas, eternas fontes de renda e de lucro. Licitações, que nem a própria mãe dessas pessoas acreditaria existir, mas que eles, os políticos brasileiros, insistem em dizer que acontecem e que são lícitas. Não se importam com seus eleitores, pobres eleitores, que foram impelidos a elegerem alguém para os representar. E que esperavam o mínimo de respeito e de verdadeira representatividade da parte desses eleitos, já que grande parte dos eleitores, sem a OBRIGAÇÃO ELEITORAL, jamais os teriam colocado naquele cargo. Aliás, o que não é um VOTO OBRIGATÓRIO para uma democracia??? É uma controvérsia! Parece mesmo mentira, brincadeira de mal gosto ou piada de brasileiro, contada por português. Ninguém lá fora do país, acreditaria em tal incoerência... Nós, brasileiros, mal acreditamos!... E chega a época de eleição, estamos nós, lá, na urna, "cumprindo o "dever" de cidadania", votando obrigatoriamente, para não perdermos nosso título de eleitor, nem, arriscar perder nosso CPF e com ele, a chance de fazermos nossas comprinhas, tão sofridas, de final de mês ou até mesmo, pagar aluguel, comprar um carrinho, uma tv ou um celular a crédito _ isso enlouquece um cidadão, que tem emprego, que dirá aqueles que já perderam emprego e toda forma de dignidade, já lhes foi tirada pela "pátria amada"?!
E o cidadão é compelido a votar em qualquer um (QUALQUER UM!), de quaisquer dessa imensidão de partidos que se nos oferecem, nesse cardápio indigesto... Depois ainda querem saber o porquê de o povo brasileiro estar acima do peso... Não, não é excesso de comida, não, porquê a comida está muito cara e cada vez mais rara, na mesa, para que o povão possa se fartar dela. O povão está engordando é de engolir sapo. É sapo no almoço, no jantar, lanchinho de sapo e aquele gordo café da manhã de SAPO GORDO, muito gordo. E assim, o povo brasileiro vai tomando... Tomando na cara! E toma mais pizza!!!
É uma pena ver tanto desmando, numa nação, de dimensões continentais, tão bonita, quanto atrasada, social, cultural e politicamente.
O ranço da ditadura militar, vem perseguindo o Brasil e parece que nunca mais o país vai se ver livre dele.
Temos, hoje, uma ditadura linha branca, e ninguém mais sabe onde começa, nem onde termina o seu próprio direito, muito menos o direito do outro. É uma bagunça generalizada. Uns podem quebrar coisas públicas e privadas, porquê é democrático; o outro que paga seus impostos, não pode reclamar, porquê ele TEM que respeitar o direito do outro de se manifestar, mas e o seu direito? É só de ficar calado ou será que lhe é lícito quebrar as coisas de quem o quebrou? Ou processar quem quebrou suas coisas ou quem foi omisso ao permitir tal coisa, a união?!...
E quando o trabalhador é preso dentro de sua casa enquanto o seu algoz, que é criminoso, anda pelas ruas, livre, leve e solto?
Incoerências de um sistema político, auto denominado democrático, mas que na prática, é parcialmente ditatorial e parcialmente anárquico... Neste país, a inversão de valores predomina, desde os lares, onde os filhos são quem dão ordens aos pais; nas escolas, em que os professores são subservientes aos alunos; o presidente da nação que diz como se deve criar um filho e até mesmo se uma palavra deve ou não ser acentuada; onde as crianças e os adolescentes podem matar, traficar, roubar e estuprar, e não podem ser presos, NÃO, apenas recebem "medida sócio educativa", que significa, na prática, "ficar sentado, na "cadeirinha de pensar", para não repetir mais a sua "peraltice". Esse menor que roubou, traficou, matou, estuprou recebe carinho de toda a sociedade, para não ficar revoltadinho e não cometer mais indisciplina e impropérios diante do mundo. Ele tem ainda DIREITO a visitas íntimas... É criança para ser punido por matar, etc, mas para praticar sexo, com namoradinha ou prostituta, ele não é criança. Isso agendado e com as bênçãos da lei. Mais incoerência ou apenas piada de péssimo gosto?
E o que não é, ver uma família dizimada, filhos assaltados, estuprados, assassinados friamente, e seus familiares, chorando a ausência de seus entes amados, sozinha, sem ninguém para socorrê-la ou consolá-la em sua mais profunda dor, com carência de assistência médica, terapêutica, moral, espiritual. Sem o menor cuidado público... Enquanto seus algozes tem direitos... DIREITOS HUMANOS... Os bandidos!!!
Os algozes, os criminosos, os assassinos, os ladrões, os estupradores, os "colarinhos brancos", os trambiqueiros e violadores de toda sorte, podem descansar sossegados, em casa, na Fundação Casa ou numa cadeia tranquila, com diárias pagas por nós, honestos cidadãos pagadores de impostos, IMPOSTOS pelos poderosos.
Os cidadãos honestos do Brasil, garantem a paz e a boa vida aos criminosos, para que eles e seus familiares estejam resguardados de toda sorte de agressões, maus tratos, dores e problemas psicológicos e emocionais, para que assim eles possam dedicar-se brilhante e tranquilamente à rotina da sua carreira de crimes. O que resta ao pobre brasileiro, principalmente se for, literalmente pobre, é a sensação e a certeza da impunidade, acompanhada da dor brutal da total falta de respeito e abandono público.
Não defendo que os criminosos sejam violentados, nem sejam tratados de forma desumana, não, aliás, acho que existem muitos casos de recuperação. Mas daí, a serem os contraventores tratados a "pão de ló", enquanto suas vítimas sofrem as piores e mais profundas dores físicas, espirituais e de abandono, sem nenhum atendimento, é aviltante.
Diante de toda essa incoerência, dessa confusão generalizada, ninguém se entende, neste país.
Vemos funções trocadas, poderes paralelos, traficantes dando ordem de silêncio e calando policiais. Comandantes sendo comandados pelos subalternos. Neste sistema, que de sistemático, não tem nada, as leis são interpretadas por quem bem queira (E POSSA, claro!)... E por falar em sistema... E os advogados? Com todo respeito que tenho pela classe, pois meu pai, o homem mais honesto e correto que conheço, o é, assim como tantas outras pessoas, próximas e não próximas, que também sei serem da melhor qualidade humana e profissional.
Mas temos visto um número gigantesco de advogados "de porta de cadeia", já formados dentro ou próximo ao sistema carcerário, dividirem com advogados sérios, o mesmo júri e clientela. E a lei, que outrora, dizia-se ser acima de tudo e de todos, hoje, neste país, tem interpretação completamente livre, isso, sem a menor preocupação com a ética e o bom senso. Tudo depende de quem a faça. A melhor interpretação, de acordo com a necessidade do cliente, sua disponibilidade financeira, seu advogado e seu juiz (meritíssimo, sim!), sem o menor critério de valores. E a lei, sem certo, nem errado... Tudo ponto de vista e interpretação... Interpretação? Interpretação para mim é Literatura ou teatro. Eu pensava, que lei fosse lei e ponto. Acreditava, piamente, que houvesse certo e errado. Acreditava na verdade! Mas agora, até eu me sinto perdida... Verdade ou pseudo verdade... É mentira?
Parece um "quem dá mais" ou um "inferninho", com divertimentos de homens e mulheres se vendendo, como carne em açougue...
Temos, hoje em dia, uma gama de interpretação tão grande, para com os mesmos ou semelhantes casos, que a defesa de um réu, mais se parece com o desenvolvimento de uma aula de interpretação de textos, do curso de Letras, em que os professores e alunos "viajam" tão profundamente nos temas, que são capazes de descobrirem coisas, que nem o próprio autor, poderia, em seu maior devaneio, vislumbrar ter escrito. Nem Freud.
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