domingo, 29 de setembro de 2013

Vergonha Nacional

                           
                                                                                                  
Mensalão... "diarião"... "horarião"... "minutão"... Segundão... Quanto vale o tempo de um político, no Brasil? Não sei exatamente a resposta, não, mas acredito bem que vale quanto pesa... De alguns mais, de outros menos, mas o peso é muito alto e TODOS eles pesam muito, muito mesmo!
E seu sobrepeso aliado ao seu tempo de trabalho?... TRABALHO? Pois é! Eles ganham por minuto e seu tempo é tão valorizado (?!), que dois dias na semana, bastam-lhes para se justificarem diante de todo o seu eleitorado (clientela), isso, sem o menor constrangimento ou o mínimo de decência ou vergonha na cara... Aliás, como diz uma das pessoas mais sábias que conheço na vida, a minha mãe, "vergonha é pra quem tem", e é mesmo. 
Vemos, no Brasil, o tempo todo, obras faraônicas, inacabadas, eternas fontes de renda e de lucro. Licitações, que nem a própria mãe dessas pessoas acreditaria existir, mas que eles, os políticos brasileiros, insistem em dizer que acontecem e que são lícitas. Não se importam com seus eleitores, pobres eleitores, que foram impelidos a elegerem alguém para os representar. E que esperavam o mínimo de respeito e de verdadeira representatividade da parte desses eleitos, já que grande parte dos eleitores, sem a OBRIGAÇÃO ELEITORAL, jamais os teriam colocado naquele cargo. Aliás, o que não é um VOTO OBRIGATÓRIO para uma democracia??? É uma controvérsia! Parece mesmo mentira, brincadeira de mal gosto ou piada de brasileiro, contada por português. Ninguém lá fora do país, acreditaria em tal incoerência... Nós, brasileiros, mal acreditamos!... E chega a época de eleição, estamos nós, lá, na urna, "cumprindo o "dever" de cidadania", votando obrigatoriamente, para não perdermos nosso título de eleitor, nem, arriscar perder nosso CPF e com ele, a chance de fazermos nossas comprinhas, tão sofridas, de final de mês ou até mesmo, pagar aluguel, comprar um carrinho, uma tv ou um celular a crédito _ isso enlouquece um cidadão, que tem emprego, que dirá aqueles que já perderam emprego e toda forma de dignidade, já lhes foi tirada pela "pátria amada"?!
E o cidadão é compelido a votar em qualquer um (QUALQUER UM!), de quaisquer dessa imensidão de partidos que se nos oferecem, nesse cardápio indigesto... Depois ainda querem saber o porquê de o povo brasileiro estar acima do peso... Não, não é excesso de comida, não, porquê a comida está muito cara e cada vez mais rara, na mesa, para que o povão possa se fartar dela. O povão está engordando é de engolir sapo. É sapo no almoço, no jantar, lanchinho de sapo e aquele gordo café da manhã de SAPO GORDO, muito gordo. E assim, o povo brasileiro vai tomando... Tomando na cara! E toma mais pizza!!!
É uma pena ver tanto desmando, numa nação, de dimensões continentais, tão bonita, quanto atrasada, social, cultural e politicamente.
O ranço da ditadura militar, vem perseguindo o Brasil e parece que nunca mais o país vai se ver livre dele. 
Temos, hoje, uma ditadura linha branca, e ninguém mais sabe onde começa, nem onde termina o seu próprio direito, muito menos o direito do outro. É uma bagunça generalizada. Uns podem quebrar coisas públicas e privadas, porquê é democrático; o outro que paga seus impostos, não pode reclamar, porquê ele TEM que respeitar o direito do outro de se manifestar, mas e o seu direito? É só de ficar calado ou será que lhe é lícito quebrar as coisas de quem o quebrou? Ou processar quem quebrou suas coisas ou quem foi omisso ao permitir tal coisa, a união?!... 
E quando o trabalhador é preso dentro de sua casa enquanto o seu algoz, que é criminoso, anda pelas ruas, livre, leve e solto? 
Incoerências de um sistema político, auto denominado democrático, mas que na prática, é parcialmente ditatorial e parcialmente anárquico... Neste país, a  inversão de valores predomina, desde os lares, onde os filhos são quem dão ordens aos pais; nas escolas, em que os professores são subservientes aos alunos; o presidente da nação que diz como se deve criar um filho e até mesmo se uma palavra deve ou não ser acentuada; onde as crianças e os adolescentes podem matar, traficar, roubar e estuprar, e não podem ser presos, NÃO,  apenas recebem "medida sócio educativa", que significa, na prática, "ficar sentado, na "cadeirinha de pensar", para não repetir mais a sua "peraltice". Esse menor que roubou, traficou, matou, estuprou recebe carinho de toda a sociedade, para não ficar revoltadinho e não cometer mais indisciplina e impropérios diante do mundo. Ele tem ainda DIREITO a visitas íntimas... É criança para ser punido por matar, etc, mas para praticar sexo, com namoradinha ou prostituta, ele não é criança. Isso agendado e com as bênçãos da lei. Mais incoerência ou apenas piada de péssimo gosto? 
E o que não é, ver uma família dizimada, filhos assaltados, estuprados, assassinados friamente, e seus familiares, chorando a ausência de seus entes amados, sozinha, sem ninguém para socorrê-la ou consolá-la em sua mais profunda dor, com carência de assistência médica,  terapêutica, moral, espiritual. Sem o menor cuidado público... Enquanto seus algozes tem direitos... DIREITOS HUMANOS... Os bandidos!!! 
Os algozes, os criminosos, os assassinos, os ladrões, os estupradores, os "colarinhos brancos",  os trambiqueiros e violadores de toda sorte, podem descansar sossegados, em casa, na Fundação Casa ou numa cadeia tranquila, com diárias pagas por nós, honestos cidadãos pagadores de impostos, IMPOSTOS pelos poderosos. 
Os cidadãos honestos do Brasil, garantem a paz e a boa vida aos criminosos, para que eles e seus familiares estejam resguardados de toda sorte de agressões, maus tratos, dores e problemas psicológicos e emocionais, para que assim eles possam dedicar-se brilhante e tranquilamente à rotina da sua carreira de crimes. O que resta ao pobre brasileiro, principalmente se for, literalmente pobre, é a sensação e a certeza da impunidade, acompanhada da dor brutal da total falta de respeito e abandono público.
Não defendo que os criminosos sejam violentados, nem sejam tratados de forma desumana, não, aliás, acho que existem muitos casos de recuperação. Mas daí, a serem os contraventores tratados a "pão de ló", enquanto suas vítimas sofrem as piores e mais profundas dores físicas, espirituais e de abandono, sem nenhum atendimento, é aviltante.
Diante de toda essa incoerência, dessa confusão generalizada, ninguém se entende, neste país. 
Vemos funções trocadas, poderes paralelos, traficantes dando ordem de silêncio e calando policiais. Comandantes sendo comandados pelos subalternos. Neste sistema, que de sistemático, não tem nada, as leis são interpretadas por quem bem queira (E POSSA, claro!)... E por falar em sistema... E os advogados? Com todo respeito que tenho pela classe, pois meu pai, o homem mais honesto e correto que conheço, o é, assim como tantas outras pessoas, próximas e não próximas, que também sei serem da melhor qualidade humana e profissional.
Mas temos visto um número gigantesco de advogados "de porta de cadeia", já formados dentro ou próximo ao sistema carcerário, dividirem com advogados sérios, o mesmo júri e clientela. E a lei, que outrora, dizia-se ser acima de tudo e de todos, hoje, neste país, tem interpretação completamente livre, isso, sem a menor preocupação com a ética e o bom senso. Tudo depende de quem a faça. A melhor interpretação, de acordo com a necessidade do cliente, sua disponibilidade financeira, seu advogado e seu juiz (meritíssimo, sim!), sem o menor critério de valores. E a lei, sem certo, nem errado... Tudo ponto de vista e interpretação... Interpretação? Interpretação para mim é Literatura ou teatro. Eu pensava, que lei fosse lei e ponto. Acreditava, piamente, que houvesse certo e errado. Acreditava na verdade! Mas agora, até eu me sinto perdida... Verdade ou pseudo verdade... É mentira?
Parece um "quem dá mais" ou um "inferninho", com divertimentos de homens e mulheres se vendendo, como carne em açougue...
Temos, hoje em dia, uma gama de interpretação tão grande, para com os mesmos ou semelhantes casos, que a defesa de um réu, mais se parece com o desenvolvimento de uma aula de interpretação de textos, do curso de Letras, em que os professores e alunos "viajam" tão profundamente nos temas, que são capazes de descobrirem coisas, que nem o próprio autor, poderia, em seu maior devaneio, vislumbrar ter escrito. Nem Freud.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vergonha dos Políticos Brasileiros




Vimos, nessa semana, outra página da "Vergonha Nacional", protagonizada pelos expoentes da nossa política, metidos em uma das maiores sujeiras descobertas, na vida pública, jogada na privada, o famigerado "Mensalão".
Os mensaleiros, aqueles políticos brasileiros, envolvidos com propina, extorsão, peculato e formação de quadrilha, dentre outros crimes contra o erário público, descobertos em 2005. A cobrança pública absurda do preço da "mais valia", superfaturada muitas vezes, por pessoas que deveriam trabalhar para o povo, roubando o povo, na calada da noite e descaradamente, à luz do dia, também...
Mas para satisfação do povo, 12 dos 25 principais mensaleiros foram julgados e condenados. Todos receberam penas de tempo maior ou menor de reclusão.  TODOS eles iriam passar um tempinho razoável, atrás das grades. Isso não reporia tudo que eles nos tiraram, não, mas era um alento, seria a primeira vez que se veria boa surpresa, em forma de justiça para o povo.
Mas ainda não foi dessa vez!
O famigerado DIREITO e suas lacunas... Com advogados espertinhos e seus clientes ricos, pervertendo mais uma vez a ordem das coisas... Nova leitura e novas possibilidades para todos os processos, pois os coitadinhos dos "mensaleiros"acharam por bem ter uma segunda opinião, um segundo julgamento, pois esse de oito anos, não lhes foi suficiente. Eles precisavam de mais tempo, de uma instância superior, "mais superior" (superlativo)... Instância mais que superior para seres que se acham acima do bem e do mal.
Dessa forma, encontram-se a corja dos mercenários mensaleiros e estupefatos, vimos outra "galera", aquela, que até então, tínhamos na mais alta conta, no cenário nacional, a do STF. 
Digníssimos juízes, com seus postos e suas poses de reis e rainhas. Foi mais uma decepção, que tivemos o desprazer de assistir. 
Esse tal Mensalão, que foi lido, ouvido, discutido à exaustão, tanto pelos jornais, quanto pela televisão, pelas emissoras de rádio, nas ruas, nos ônibus, taxis e por todo tipo de profissional, inclusive e principalmente por advogados, naturalmente... Mas parece que aos envolvidos, nem o tempo, nem as trocentas páginas de processo foram suficientes.Dentro do princípio de defesa, réus e seus advogados pediram embargos infringentes, sob a alegação de acórdão não unânime, requerendo novas avaliações e novo julgamento... Como se o tempo de oito (oito) anos tivesse sido muito pouco para que eles se explicassem e fossem mais bem interpretados. Não aceitaram a sentença que lhes foi dada. Apelaram para uma nova sentença!
E como na vida, na privada... E até os juízes se dividiram na hora de votar se esses embargos eram ou não, procedentes. Pelo sim e pelo não, deu empate. Parecia "jogo de comadre", um combinado de 5 X 5. 
Até o tão falante Joaquim Barbosa, mal falou, mas votou contra os "embargos". Também votaram contra os embargos os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Luiz Fux. A favor dos embargos votaram os ministros  Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber e Dias Toffoli. 
Celso de Mello, o decano da Corte, foi incumbido de dar "o voto de minerva", para desempatar o placar. E desempatou. E não foi a favor do povo, não! Votou pela impunidade, pelo continuísmo de um sistema corruptível e podre. Com placar de 6 X 5, favorável aos mensaleiros, os"Embargos Infringentes" foram aceitos e mais uma vez infringiram-se as leis do país. Por mais alguns anos... Até surgirem novas lacunas. Os advogados estão aí, assim como as leis, prontas para serem remanejadas, a cada nova apelação e situação, interesse e investimento financeiro do cliente.
E a dor e a revolta dessa gente crédula, que achou que finalmente haveria JUSTIÇA para ricos e poderosos, vergonhosamente, ganha novo capítulo.
E nesse placar, somente o povo perde, não de 6X5, mas de 10 X0.
Mensalão... Diarião... Minutão e segundão... cobrados, tirados, roubados dos cofres, das bolsas e bolsos públicos...
Enquanto os doutores da lei, repletos de glamour e "boas falas", elegância e muita "marra", têm a ousadia de continuar a trair o povo, "amparados" pelo requinte das leis servidas em bandejas, talheres de prata, louças finas, muita sofisticação e sopa de letrinhas... Com um pagodão rolando solto ao fundo.















quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Francisco




                            Viver pela fé...
                             Ficar de pé...
                             Por apenas crer
                             Ter certeza das coisas do Alto
                             Fé que mesmo no escuro dá salto
                             É creditar em Deus, sem vê-lo
                             Buscar fazer melhor
                             Para melhor senti-lo e sê-lo 
                             Para consigo mesmo
                             (e para com o outro)
                             Um ser apenas
                             Um homem solto
                             Como um anjo, sem asas
                             E com penas a cumprir

                             Assim como um colibri...
                             Apenas vivendo o seu dia a dia
                             Como se pássaro fosse
                             Abstendo-se do salgado e do doce
                             Rico homem pobre

                             De tão simples, é nobre
                             Num quarto pequeno
                             Faz prece  e descansa, ameno
                             Assim como sua fala
                             Sua mala é delicada



De poucas coisas precisa
Como da água que batiza
Paz não tem sobrepeso
Não precisa de lâmpada, 
Tem sol aceso
Dia e noite ora a Deus
Como o Rei dos Judeus
Exemplo mais que palavras
Lavra sua Bíblia
(e descalço caminha)
Pela fé em Cristo
Um misto de pureza e requinte
Nem mesmo Leonardo Da Vinci
Pintaria com tal glamour
A beleza de um santo
Envolto em modesto manto
 

Um certo Francisco de Assis
E sua força motriz
Alavancando a nova antiga igreja
E seus valores originais
Um cristianismo atual
                                                  De belezas colossais

                                
Profundo valor ético e moral
O antigo que se faz moderno
Relacionamento humano terno
Natureza, bichos e humanos
Fé no Amor Eterno...
Contemplação e prática
Vida espiritual e cartesiana
Exemplarmente didática...
Despir-se dos ouros da terra
Tirar o pó debaixo dos tapetes
Faxina profunda e sincera
Escrita no papel e estilete 
Rompendo o dia em aquarela
Abrir as portas e as janelas
Sol e lua dentro de casa
Encontro com a vida nas asas 
Do vento no rosto
Lavar de preconceitos, seu posto
Com preceitos de bom gosto
Ode à beleza da vida, com estilo
Na prosperidade e no estio
                                                                        

                   Homem de Deus, confesso
Faz da vida, história em verso
                                                                  Lacônica, leve e de brio
              No brilho de Jesus e Maria

              Luz, Espírito Santo, noite e dia
                            
Força de um homem
                        Que a natureza dome
Ser que o Pai sonhou
              Com a humildade de um cisco
Seu nome é Francisco.
                                                                               

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Dias e Noites

 

Nota, note... Que noite! Que dia!
Um dia após o outro dia...
Acontecem inúmeras coisas... 
Adiam-se outras tantas...
Intermináveis mantras
Terços debulham-se...
Em quartos e salas
Abrem-se estradas e valas
Entre doces e balas
Abala o coração
Que pulsa...
Num acelerado compasso
Do caminho que traço...
Cadência da vida
Que nasce e morre...
Clara e escura
Num sombreado puro...
Juro que vivo profundo...
Vários caminhos e mundos
De um universo plural
Sentimento profundo, visceral
Vivo o caminho, a chegada...
Volto à origem,
Meu peito virgem
Renasce todo dia
O novo que não para de chegar.
Células que vibram
De um amor intenso
Virtuoso, venoso, venenoso
Viril... Entre março e abril...
Outros meses me veem...
Encantamento faceiro...
Março a fevereiro 
Vem se... Vencem-se...
Novas horas
Por ora, convém...
Convencida pela sorte...
Sem medo da morte...
Jogo o jogo da vida
À distância ou ao vivo...

Dias e noites...
Vivo intensamente na pele...
Apelo de corpo, alma e mente
Sorriso... sussurro clemente
Sinto tudo ou nada...
Insensata e prudente...
No mar e na mata...
Nada me parece pouco
Nem tão pouco nada é vão...
O vazio vem repleto de mensagens
D I A R I A M E N T E !
"H O R A R I A M E N T E "!
Despedida e chegada
Fazem parte do meu diário
Notas de pé de página
Imagina, repagino...
"Adolescer"... Crescer...
Enfrentar cara feia...
Comer da mesma ceia...
Toda noite, todo dia...
À noite...
Com a cara boa... 
Cheia de motivo
Assim vivo...
Triste e de cara boa...
Com razão e a toa
Feliz me refaço
Do dia, o abraço
Lua cheia ou minguante
Inova... crescente...
Sentimentos mínimos e gigantes
Sob o sol... Meia noite e meio dia.

Dias e noites...
Encontro coletivo e solitário...
Amor carnal e literário...
Explosão de paixões e versos
As glórias e o revés
Duas faces da mesma moeda
Viver os sentidos ao invés 
De só vê-los...
Nesse cara ou coroa...
Sempre feliz, "de boa"...
Refaço-me nesse acordo diário...
Estou no páreo...
Fidelidade à vida eterna...
Desejo quase missionário 
Gratidão que anestesia
Quando a dor se faz alegria
Meu recanto
No riso e no pranto
No refeitório, no prato
Cardápio na mesa
Do caminho, o atalho
Jogo o jogo em campo nu
As cartas embaralho
De personagens despida
Atuo no palco da vida. 
Num misto de rainha e plebeia...
 Aplaudo a plateia.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PAIS E FILHOS




Ao longo da história do mundo, viu-se uma mudança muito grande no relacionamento humano, com enormes mutações em sua relação social, política e cultural.
A mudança que mais chama atenção na sociedade moderna é a familiar, por ser a família considerada a célula mater da sociedade.
O relacionamento homem X mulher é o responsável direto por toda essa transformação.
Até algumas décadas atrás, um homem e uma mulher se uniam, "até a que morte os separasse", daquele relacionamento então, nasciam filhos, normalmente muitos filhos.
Hoje, as famílias estão com o seu relacionamento bastante mudado, na maioria dos casos, pela base. Os casamentos, já não são, em sua maioria, até que a morte separe o casal, pois, o casal, muito antes disso, já cuidou de se separar. Dessas separações, muitas vezes, formam-se novas células familiares, com outros filhos. 
Nessas novas famílias, tem-se "os seus, os meus e os nossos filhos"... E assim, vai-se mexendo daqui e dali, ajeitando-se dali e daqui e formando-se, assim, novos conceitos de relacionamento familiar...
Sem critério de valores, temos, hoje em dia, uma multiplicidade enorme de formato familiar, com marido e mulher;  mãe, pai e filho; mãe e filho; pai e filho;  mãe, padrasto e filho; madrasta, pai e filho; mãe, pai, filho, enteado; madrasta, pai, filho, enteado; padrasto, madrasta, filho adotivo, filho, enteado; avós e netos; e famílias homoafetivas com mãe, mãe e filhos; pai, pai e filhos...
Nessas novas famílias modernas, repletas de possibilidades, e em cada possibilidade, mais uma enorme gama de peculiaridade, transparece uma certa inquietação social, com um nível de desconforto visível. Há uma fragilidade no convívio entre tantos diferentes e "iguais", em meio a tanta novidade, na maior parte da nova sociedade no mundo e em  especial, no Brasil.
Os papéis sociais, não muito bem definidos e tão repletos de novidades, encontram-se bastante confusos e as crianças, que surgem em meio a este novo cenário, estranhamente ajustadas.
Filhos são sempre filhos e não importa se o pai ou a mãe encontra-se em novo relacionamento. Pai e mãe, serão sempre pai e mãe, não importa se já não moram mais juntos, pois eles sempre terão importância na vida dos filhos e serão sempre o máximo de referência humana, de homem e mulher.
Infelizmente, vemos, em meio a esta confusão toda, pais que agem como ex pais e mães, que mais raramente, mas que também conseguem agir com o ex mães.
Pais e mães, muitas vezes, hoje em dia, diante de um novo relacionamento, pensando ser sua última oportunidade de vida, acabam por deixarem um pouco, seus próprios filhos para trás e investir mais no novo relacionamento, inclusive nos novos filhos, que possam advir desse novo relacionamento, incluindo filhos do atual cônjuge, a quem o novo pai ou a nova mãe, parece ter necessidade de demonstrar boa vontade em tratar como verdadeiros filhos.
Apesar de ser o mais íntimo relacionamento humano, a relação pais e filhos porém nunca é fácil. E mesmo sendo este aprendizado difícil, nestes tempos de tantas novas formas de relação humana, os filhos ainda tem o seu máximo de referência e exemplo em seu pai e sua mãe.
Quando se é filho, deseja-se ser adulto, ter sua própria família e sempre o filho deseja "fazer melhor que os pais"... Só que quando trocam-se os papéis e o filho se torna pai, vê-se que as qualidades e principalmente os problemas e os defeitos de relacionamento familiar, também surgem e às vezes, até se repetem.
Hoje, em dia, por ter-se uma diversidade muito grande de tudo, os filhos podem optar por tudo, escolhendo cursos, profissão, partido político, país, cidade, família, até qual denominação sexual querem ter e com que sexo querem se relacionar... E o mais interessante e que causa espécie é que diante de tanta gama de opção, em todas as áreas, eles não são mais felizes por isso...
Será que quanto mais se escolhe, menos realização se alcança? Será que o ser humano não está preparado para escolhas? Será que o ser humano é o eterno insatisfeito? Ou ainda será que diante de muitas opções, fica-se mais inseguro e periga escolher-se mal? Não sei se há uma resposta ou se pode-se ter como resposta todas as possibilidades também. O certo é que há algumas décadas atrás, encontravam-se os filhos com suas avós, nos finais de semana... Hoje, muitas avós, criam seus netos, para suas filhas e noras, tornando-se verdadeiras mães dos netos... As babás, que ajudavam na criação dos filhos dos patrões, hoje, em muitos casos, tem a responsabilidade de criá-los, sem que haja o mínimo de preparo para fazê-lo... E isso em meio a toda essa turbulência e mistura de situações e confusão de papéis e personagens familiares, os filhos encontram-se cada vez mais perdidos... 

Os filhos da época dos nossos avós para trás, casavam-se para sempre, às vezes, com pessoas escolhidas pelos pais, tinham profissões definidas, em muitos casos, também pelos pais. Eles não sabiam se eram felizes ou não, mas viviam acreditando que aquilo fosse o máximo objetivo de suas vidas e da mesma forma, criavam seus filhos, normalmente dentro da mesma expectativa. Não tinham terapeutas e apesar disso, não reclamavam dos seus pais, não se diziam infelizes pelo próprio casamento, nem pelo casamento dos seus pais, ou sofriam por se sentirem decepcionados com seus filhos.
Hoje, em dia, os filhos optam por tudo, reclamam de sua criação, de suas confusões, dos pais e das mães, principalmente. Sofrem pelos excessos, sofrem pelas ausências, sofrem com o casamento dos pais, sofrem pela separação dos pais, sofrem por estudar e trabalhar, sofrem por não conseguir isso ou aquilo e sentem profundo a dor de existir; em muitos casos, não se casam e quando se casam, normalmente já estão com mais de trinta anos. Na maioria das vezes, se separam, poucos anos depois, pois não têm paciência de tentar melhorar seu relacionamento, assim como, provavelmente seus pais, pois as opções de vida são muitas e eles querem ter tudo, aproveitar tudo e todos os possíveis parceiros, também. Os filhos, de hoje, normalmente, têm terapeuta, e mesmo assim, ainda se perguntam se são felizes ou não... Muitas vezes sentem-se infelizes e em tantos outros casos, continuam sem saber a resposta.
Pois é, filhos, pais, mães, padrastos, madrastas e todas as opções de tudo mais que há na vida... O certo é que para se compreender um povo, tem que se compreender o mundo que o circunda.  Se a família é a célula mater do mundo...  A família é a micro sociedade, na qual o país é o macro... Assim fica menos difícil compreender a complexa sociedade atual, em especial, a brasileira. O fato é que a vida familiar influencia todas as outras formas de relacionamento social. Com tantas confusões e contradições em todos os segmentos sociais , vê-se, portanto, que fica impossível um filho, diante de tanta complexidade, no mundo atual, compreender a família, que dirá o país e o mundo, em torno dele...   Sinal dos tempos.

Sóis & Girassóis

Sóis... Sois a luz  
Lucidez... Avidez... Claridade
No campo, na cidade...
Idas e vindas
Noites e dias
Todo dia
Noites com sol
Dias com chuva
Cabem bem como luva
Tudo é lindo
Tudo vive, livre...
Jabuticaba e uva
Terra, mato
Gente, cachorro, gato...
Gira o sol
Seca o cabelo e o babydool
Pique pega, handbool
Vento no rosto
Sol nascente, sol posto
De setembro a agosto
Lua cheia, minguante, nova, crescente...
Do sul ao oriente...
Sóis a sós
Encontram a mim e a vós
Encantam a nós...
De quando em quando...
Outras formas e assim...
Gira o sol, o planeta...
Células e gametas...
Em todos os continentes
Vida ativa e demente
Em todos os portos e braços...
Aconchegos e amassos...
Através da porta, da janela
No decote, na lapela
Na alegria da brincadeira
Descendo o morro
Subindo ladeira
Chuva de dourados raios
Em jarros e em balaios
Enfeites de mesa e madeixa...
Me pega, me beija...
Flores que a vida deixa...
Na leveza da face
Feito alface na travessa
Bonito a beça
O sol à lua confessa
De pétalas a colorir a vida...
História amada, querida
A serviço de Deus
Seus sóis e os meus...
Eu e meus girassóis...
Meu sol e eu, a sós...
Contando a história do dia a dia...
E da noite a florescer...
Anoitecer o dia...
Explosão de alegria...
Do claro ao escuro
Fidelidade juro...
De sol a sol e à lua...
Na pureza crua
Milagres da noite, do dia...
Luz quente, luz fria
Gira o sol...
Vira lua...
Girassol.